Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/123456789/1884
Título: Competências na educação STEM e inclusão feminina: uma pesquisa autobiográfica
Autor(es): Brandão, Catharine Pereira
Palavras-chave: Inclusão feminina
STEM
Relações de gênero
Competências
Data do documento: 2026
Citação: BRANDÃO, C. P. Competências na educação STEM e inclusão feminina: uma pesquisa autobiográfica. TCC (Pós-graduação lato sensu em Docência para educação profissional e tecnológica) - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano, Campus Salgueiro, Salgueiro, PE, 2026.
Resumo: Apesar dos avanços nas políticas de equidade de gênero e na ampliação do acesso feminino à educação, a sub-representação das mulheres nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) persiste globalmente, associado a fatores socioculturais, educacionais e institucionais, que influenciam expectativas profissionais, autopercepção de competência e oportunidades de participação ao longo da trajetória formativa. Neste contexto, o presente estudo realiza uma análise autobiográfica sobre a desconstrução de estereótipos de gênero e sua relação com a inclusão feminina no ambiente educacional STEM no Brasil. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa de natureza autobiográfica, utilizando a trajetória acadêmica da autora em formação vinculada à tecnologia e construção civil, articulado a referenciais teóricos sobre gênero, educação e desigualdades de gênero, a partir dos autores: Bourdieu (1995), Louro (1997), Salem (2006), Hirata (2014), bell hooks (2015) e UNESCO (2018; 2022). Parte-se do pressuposto de que campos historicamente associados ao masculino reproduzem normas, expectativas e práticas institucionais que influenciam experiências formativas e a percepção de pertencimento feminino. A narrativa autobiográfica foi analisada por meio de procedimentos interpretativos de caráter temático e reflexivo, possibilitando identificar práticas, interações e dinâmicas simbólicas que evidenciam processos de resistência e construção de pertencimento. Ao relacionar a experiência individual com transformações educacionais ocorridas no período analisado, o estudo contribui para a compreensão crítica dos mecanismos que sustentam desigualdades de gênero no ambiente educacional STEM. Os resultados evidenciados apontam para a necessidade de promoção de práticas formativas inclusivas e equitativas e de fortalecer a diversidade nas áreas tecnológicas no Brasil. Por isso, foram propostas ações no âmbito educacional e conclui-se que a EPT deve assumir um papel crítico e emancipatório, questionando estereótipos e ampliando a participação feminina nas áreas tecnológicas, reduzindo desigualdades, para a inovação social e para a construção de uma sociedade mais equitativa e sustentável.
URI: https://releia.ifsertao-pe.edu.br/jspui/handle/123456789/1884
Aparece nas coleções:Docência para Educação Profissional e Tecnológica

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